05 Sep 2016

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago fecharam o pregão da sexta-feira em alta, valorizando até 9 pontos sobre o dia anterior. A semana, porém, ainda deixou um saldo líquido negativo. O contrato com vencimento em novembro (referencial para a nova safra americana agora em véspera de colheita) perdeu 15 pontos ante a sexta-feira anterior. O spread entre novembro/16 e maio/17 (referencial para a próxima safra brasileira e sul-americana) ficou em 9 pontos a favor de maio (era de 5 uma semana antes). 

A sessão foi marcada por recompras de contratos, com os investidores na defensiva antes do feriadão do fim de semana (segunda-feira é Dia do Trabalho nos EUA e a bolsa não funcionará). Bons indicadores de demanda também contribuíram, além de indicações de chuvas eventualmente prejudiciais às lavouras em uma parte do cinturão americano de grãos. Mas permanece a expectativa de uma safra recorde nos EUA, podendo mesmo superar as previsões de produtividade feitas até agora, segundo algumas consultorias. A torcida agora é para que a demanda, que é boa, consiga evitar a acumulação de estoques muito grandes e mantenha os preços numa base atrativa para produtores e consumidores. 

No Brasil, o mercado de câmbio encerrou as negociações da sexta-feira com o dólar em alta, cotado a R$  3,243 na venda, 0,1% acima do dia anterior. O saldo líquido da semana, porém, foi negativo, com desvalorização de 0,9%. 

No mercado físico interno de soja, os preços estiveram em geral de estáveis a mais firmes na sexta-feira. Na semana, porém, o saldo líquido ainda foi levemente negativo, com o referencial do porto de Paranaguá mostrando o grão cotado a R$ 81,00 por saca (era de R$ 82,00 uma semana antes). 

Fonte: SojaNews