25 Jul 2016

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago despencaram na sexta-feira, fechando o dia com desvalorização de até 26 pontos sobre o anterior e caindo para níveis abaixo dos 10 dólares o bushel. A semana também deixou um saldo líquido fortemente negativo, tanto para o contrato mais próximo, com perdas de 66 pontos sobre a sexta-feira anterior, quanto para o de novembro (referencial para a nova safra dos EUA), que perdeu 69 pontos. O spread entre agosto e novembro ficou em 18 pontos em favor de agosto (era de 15 uma semana antes). 

O comportamento do mercado refletiu a diminuição das preocupações com o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos, com previsões de que a forte onda de calor na região deveria se dissipar no fim de semana e seguida de temperaturas mais moderadas e com mais chuvas que o normal na semana entrante. O dólar fortalecido e a queda do petróleo foram outros fatores que contribuíram para pressionar os mercados de commodities agrícolas em geral. 

Os produtores brasileiros deverão cultivar 33,5 milhões de hectares de soja na próxima safra, a maior área da história, mas crescendo menos de 1%, segundo uma primeira projeção da consultoria SAFRAS & Mercado. Com um possível aumento de produtividade se o clima ajudar,  a produção nacional tem chance de superar a casa dos 100 milhões de toneladas, sendo prevista inicialmente em 103,4 milhões, 6% superior à obtida em 2015/16. 

No Brasil, o mercado de câmbio oscilou bastante no dia e encerrou as negociações da sexta-feira com o dólar recuando em quase 0,8%, cotado a R$  3,258 na venda. O saldo líquido da semana, no entanto, ainda foi de leve valorização, de 0,1%. 

No mercado físico interno de soja, os preços estiveram em geral mais fracos na sexta-feira. Na semana o saldo líquido foi também de recuo, com o referencial do porto de Paranaguá mostrando o grão cotado a R$ 83,00 por saca na sexta-feira (era de R$ 88,50 uma semana antes). 

Fonte: SojaNews