04 Oct 2016

Segundo cálculos da INTL FCStone, área plantada de milho verão deve aumentar 9,5% em relação ao ciclo anterior

 

Passada a preocupação em torno da possibilidade de ocorrência de La Niña e a estiagem verificada até o mês de setembro – que apresentou nível de chuva bem abaixo do usual – o produtor rural pode ficar mais aliviado com as perspectivas de clima.

 

Fonte: Bloomberg; Elaboração: INTL FCStone

 

“Os modelos climáticos mais atuais apontam para precipitações mais volumosas em outubro (principalmente na primeira quinzena do mês) em praticamente todo o país, o que deverá ajudar na recuperação da umidade do solo e permitir o avanço do plantio [de soja] de maneira satisfatória”, apontou relatório da consultoria INTL FCStone nesta segunda-feira (03).

De acordo com a revisão da estimativa de safra 2016/17 do grupo, a área plantada de milho deve configurar 5,9 milhões de toneladas, nível 9,5% superior ao do ano-safra anterior. “Apesar de a área total se manter abaixo de 6 milhões de hectares, interrompe uma sequência de quedas consecutivas na área da safra de verão de oito anos”, ressalta a Analista de Mercado da INTL FCStone, Ana Luiza. O número de setembro da consultoria apontava 5,8 milhões de toneladas.

“Mesmo com a produção brasileira de milho ficando cada vez mais concentrada na safrinha, o momento atual, de balanço de oferta e demanda ainda restrito e de preços mais elevados no mercado doméstico, acaba sendo um incentivo ao cultivo no verão”, completa Ana Luiza. Com esse cenário mantido até o início do ano que vem, a safrinha também deve acabar sendo favorecida, mesmo diante os receios sobre potenciais perdas em decorrência do clima.

 

O relatório ainda aponta que a produção brasileira de soja poderá ultrapassar as 100 milhões de toneladas pela primeira vez na história. Conforme foi divulgado pela INTL FCStone em setembro, ainda espera-se uma área plantada de oleaginosa 0,9% maior do que o ciclo anterior.

Fonte: INTL FCStone