Mudar região - sábado, 30 de julho de 2016
Postado em: 13/03/2012 04:00:00
Fonte: José Luiz Alves Neto / Rural Centro
Editoria: Pecuária

Inovação permite confinamento de até 70 bois com cocho de 4,2m

Inovação permite confinamento de até 70 bois com cocho de 4,2m

Leia também: CONFINAR 2014 - Simpósio sobre confnamento de gado de corte

Você acredita ser possível confinar até 70 animais em uma área de 10 metros de largura por 120 de comprimento? E alimentá-los sete por vez em um cocho de 4,2 metros? Você pode até franzir a testa e estranhar, mas este é o sistema utilizado na Agropecuária Piravevê, de Adélio Crippa. Para dar continuidade à série de reportagens sobre o Confinar 2012 - Simpósio Sul-mato-grossense de Confinamento de Gado (www.confinar.net), a Rural Centro viajou até a fazenda localizada em Angélica, interior do Mato Grosso do Sul. 

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Conheça a Fazenda Piravevê no anuário Reproduzir 2012-13

O pecuarista, italiano, trabalhava no ramo de pesquisa para indústria no país europeu e teve a concepção da ideia quando chegou ao Mato Grosso do Sul. “Eu trabalho somente com razão. Nos meus negócios não tem lado emocional”, explica Crippa. Atualmente, a propriedade realiza o ciclo completo (cria, recria e engorda) da raça brangus e, de acordo com as condições climáticas - pois as chuvas podem atrapalhar o confinamento - termina em média três ciclos de 500 animais anualmente (1500 animais confinados/ano). "Quando eu comecei a estudar confinamento, eu percebi duas coisas: o animal sempre joga muita comida fora e também deixa muita sobra", argumenta o proprietário.

Confinamento na Fazenda Piravevê: 7 cm de cocho por animal – não, não é erro de digitação!

A estrutura construída e usada para confinar o gado da Fazenda Piravevê é algo raro de se ver no Brasil. O pecuarista italiano, que trabalhava no setor de pesquisa industrial na Europa, trouxe alguns ensinamentos para as terras tropicais e inovou sua terminação de novilhos precoces e superprecoces da raça brangus. São oito piquetes, quatro de cada lado de uma passarela elevada a cerca de 1,7 m dos cochos, por onde passa a carreta com silagem de sorgo misturada com concentrado de farelo de soja e milho. Cada piquete tem 10 m de largura e comprimento que varia entre 100 e 120 m, comportando em média 60 animais. O cocho, de 4,2m de largura com sete vagas de 60 cm é o que mais chama a atenção: por causa do revezamento, a média de espaço por animal é de 7 cm. Veja abaixo as características dessa estrutura:

- Sendo a passarela elevada em relação ao cocho, não há possibilidade do animal jogar a comida para fora, evitando desperdício;

- Como a estrutura é compacta (7 cm/animal) e o custo menor, o pecuarista investiu em construir coberturas para os cochos, ou seja, a chuva não prejudica a qualidade da silagem, permitindo ao animal alimentar-se sem interrupção;

- A telha da cobertura tem no centro seu ponto mais alto, fazendo assim com que a água escoe pelas canaletas para os lados do cocho e não caia sobre a traseira do animal;

- Dois metros atrás do cocho, uma tora paralela a ele fica suspensa a uma altura pouco maior que a dos animais e evita que haja sodomia;

- Compondo a parte frente do cocho, uma borracha flexível (dessas que ficam atrás de pneus de caminhão), evita o desperdício de alimento pelo fato de impedir que a comida caia do cocho pela parte da frente. Dessa maneira, o animal, no ato de alcançar a comida, empurra a borracha e o alimento estocado cai para o fundo do cocho;

- Acima dessa borracha, uma viga sustenta caibros cilíndricos, que dividem o espaçamento do cocho em forma de canzil. Assim, sempre há espaço lateral entre um animal e outro que come. Deste modo, o animal que quiser comer entra neste espaço, cutuca aquele que está comendo ao lado e toma o seu lugar, fazendo assim um revezamento. A prova que não tem restrição alimentar é o consumo médio por dia: de 2,8% a 3% do peso vivo do animal de MS/dia;

- Em volta dos oito piquetes, um bosque de eucaliptos fornece sombra e protege a área de confinamento dos ventos e chuvas fortes;

- Os tratos diários alimentares são três: 7h30, 12h e 15h, este último servindo três carretas de silagem (cocho cheio). Desta forma, sempre há alimento disponível (ad libitum) para que não haja interrupção na oferta de comida, nem durante a noite.

 

O confinamento permite à fazenda terminar , com 18 arrobas aos 18 meses. “Meu produto não atende ao pecuarista (eu), atende quem compra, que é o frigorífico”, diz Adélio Crippa. O capataz geral da Agropecuária Piravevê, Joaquim Antônio Pires, afirma que a estrutura facilita o trato e não esquenta a silagem, que permanece saudável por mais tempo e não é desperdiçada. “Em mais de 50 anos trabalhando com boi, eu nunca tinha visto uma estrutura dessas”, completa o boiadeiro. Veja, abaixo, fotografias que detalham a estrutura:


Fotos de confinamento (veja em detalhes como é a estrutura)
 
Confinamento em Angélica-MS, Fazenda Agropecuária Piravevê
 
Cobertura do cocho para confinamento
 
Cocho para confinamento
 
Detalhes do cocho para confinamento da Agropecuária Piravevê Visão lateral do cocho para confinamento na Fazenda Piravevê, Angélica-MS. Piquete do Confinamento Agropecuária Piravevê em Angélica-MS



Sobre o Confinar 2012

Confinar 2012Confinar 2012 é uma realização de Beef Tec e Rural Centro e conta com o apoio de Assocon (Associação Nacional dos Confinadores), Novilho Precoce MS (Associação Sul-mato-grossense do Produtores de Novilho Precoce), Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul), Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), SRB (Sociedade Rural Brasileira), SRCG-MS (Sindicato Rural de Campo Grande-MS) e Fundtur MS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul).

Serviço
Confinar 2012 - Simpósio Sul-mato-grossense de Confinamento de Gado
8 e 9 de Junho em Campo Grande-MS
Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo
Programação e Inscrições: www.confinar.net

Informações para imprensa
- Telefones: (67) 3326 4004 ou (67) 9616 2976
- E-mail: jornalismo@ruralcentro.com.br
- Cadastro de imprensa para a cobertura do Confinar 2012

Crédito das imagens: La Fuente

     
 
COMENTÁRIOS
21
jose edy toloi
jose edy toloi 
penso eu q achei a economia q procuro,
gostaria q se possível me enviasse fotos do cocho de frente, e das borrachas travando a alimentação, liberando assim q o animal precise mais alimentos.
nao entendi essa párte da liberação do alimento.
achei essa idéia fantástica.
agradeço por prestar esse serviço. j.edy
domingo, 17 de julho de 2016  Responder
Cleuza Costa
Cleuza Costa 
Estou iniciando a criação com 10 cabeças e gostaria de mais detalhes sobre os cocho.
segunda-feira, 18 de abril de 2016  Responder
Roberto almeida da Silva
Roberto almeida da Silva 
me interessei pela técnica de confinamento , estou com algumas cabeças da raça nelore, posso usar a mesma técnica ? posso contratar o serviço ???
quinta-feira, 7 de abril de 2016  Responder
marcelo fernandes da silva
marcelo fernandes da silva 
gostaria de saber mais sobre esse confinamento, pois tenho uma pequena propriedade e estou interessado neste confinamento. desde já agradeço
quinta-feira, 10 de março de 2016  Responder
LUIZ PINHEIRO DE ALMEIDA
LUIZ PINHEIRO DE ALMEIDA 
TENHO UM PEQUENO SITIO COM MAIOR PARTE MONTANHOSA E COM A FALTA CONSTANTE DE CHUVAS NÃO CONSIGO MANTER UMA PASTAGEM ADEQUADA PARA BOVINOS. NECESSITO DE INFORMAÇÕES OU CURSO PARA VERIFICAR SE COMPENSA EM UMA PEQUENA ÁREA MONTAR UM CONFINAMENTO, PERINCIPALMENTE A RESPEITO DO TIPO DE RAÇÃO . GRATO
quarta-feira, 22 de abril de 2015  Responder
fernando de souza teodoro
fernando de souza teodoro 
queria saber mais sobre o assunto tenho 2 alqueires de terra e pretendo começar uma criação de gado no maximo 30 cabeças se é suficiente para alimenta-los e ter resultados satisfatorios no final .
terça-feira, 30 de junho de 2015 
Alisson de paula neves
Alisson de paula neves 
Entre em contato comigo, trabalho com produto pra engorda e vermifugo de coxo...
e-mail: alisson.mgrural@hotmail.com
numero: 17 99181-5405 falar com Dr. Alisson
sábado, 12 de dezembro de 2015 
Ivaldo Alvim soares neto
Ivaldo Alvim soares neto 
Gostaria muito de poder conhecer se possível achei muito interessante
quarta-feira, 15 de abril de 2015  Responder
Marcelo Roriz
Marcelo Roriz 
Boa tarde,
Tenho um sítio de 10.000 mts² e minha pergunta é: Fazendo o projeto para semi ou confinamento, quantas cabeças de boi de 1 ano eu consigo confinar e que não prejudique a alimentação e qualidade na engorda do gado?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015  Responder
jocundo ferreira franco filho
jocundo ferreira franco filho 
achei muito interessante esta inovadora forma de criação de gado. É própria para quem não usufrui de grande quantidade de terra com uma produtividade extraordinária. tenho um sítio de 8ha e pretendo confinar boi. estou na fase de estudo. gostaria muito de conhecer essa fazenda.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015 
EMILSON ANTONIO VIEIRA
EMILSON ANTONIO VIEIRA 
ÒTIMO APROVEITAMENTO.
TENHO INTERESSE EM CONFINAR 20 A 40 CABEÇAS , SOMENTO C/RAÇÃO E MILHO.
QUAL O ESPAÇO,TIPO DE GADO , QUAL MEDICAMENTO NO PERIODO.
OU INDICAR ONDE ME INFORMAR
OBRIGADO
EMILSON
segunda-feira, 25 de agosto de 2014  Responder
Eduardo J B R
Eduardo J B R 
Pretendo confinar 40 bois de 10@ só com silagem de sorgo , ou o sorgo moido na hora. è possível ter susesso deste maneira? Implantarei no sertão alagoano com irrigação.
quinta-feira, 24 de julho de 2014  Responder
Junior Gentilin
Junior Gentilin 
O procedimento é interessante, reduz custo e aumenta a produtividade. Uma duvida, nesse caso onde o espaço é "disputado" não teria desiquilíbrio nos pesos entres os animais? Por que sempre tem um animal mais predominante que o outro.
sábado, 21 de junho de 2014  Responder
Amarildo dos santos
Amarildo dos santos 
Gostaria de saber se posso receber em meu e-mail maiores informações sobre esta forma de confinamento tipo; planta mais detalhada para construção da estrutura do confinamento , alimentação fornecida etc...tenho interesse em construir na minha fazenda um confinamento e achei bem interessante este modelo,,,
fico no aguardo
Amarildo
sábado, 3 de janeiro de 2015 
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