Mudar região - sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Postado em: 30/09/2011 19:22:00
Fonte: José Luiz Alves Neto / Rural Centro
Editoria: Geral

História da raça: jumento pêga

História da raça: jumento pêga

O auge da atividade da mineração em Minas Gerais, entre os séculos XVIII e XIX, pedia animais adaptados à região e também ao trabalho árduo pelo terrenos acidentados. Assim formou-se a raça jumento pêga na cidade de Lagoa Dourada/MG. Pelas características de suas diferentes pelagens, inclusive a branca, especula-se que o pêga seja descendente do jumento egípcio. Os entusiastas da raça não excluem, no entanto, a possibilidade de cruzamento do jumento africano (Equus Asinus Africanus) com o jumento europeu, das raças italiana e andaluza. No Brasil, em 1947 surgiu, no então Parque da Gameleira, hoje Bolivar de Andrade, a associação nacional de criadores da raça, ABCJ Pêga.

Na Fazenda Pão de Açúcar, em Joíma, Minas Gerais, o criador Umberto Fagundes trabalha com 25 matrizes e 3 reprodutores jumento pêga. Sua família cria os animais desde fundação da ABCJ Pêga porque seu pai sempre utilizou os animais cruzados na formação da tropa de mulas e muares para o manejo do gado.

Segundo Fagundes, o animal adequado para o cruzamento de jumento com égua é aquele asno que "sai de andadura (lateralizando) e depois vai para a marcha picada". "Se ele tem a marcha batida, a chance de fazer filhos de trote é muito grande", completa.

A principal utilidade do jumento pêga é produzir muares (mulas e burros) para manejo de gado e é usado também como tração animal, cavalgadas e concursos de marcha.

A origem do nome pêga vem de um instrumento em forma de duas argolas usado para prender os pés do escravos negros na mesma época em que surgiu o jumento no Brasil. Os animais eram marcados a ferro com o mesmo desenho.

Mercado

Jumento Pêga - Fazenda Pão de AçúcarSegundo Umberto, o mercado do jumento pêga "é o que tem mais futuro da equideocultura mundial". No Brasil, os principais estados compradores são os de grande fronteiras pecuárias, como os estados de MT, MS, GO, PA, AM, MA, TO, BA, MG, SP, ES e RJ. Na Região Sul, a utilidade do jumento pêga é para cavalgadas. Já no exterior, a Associação Brasileira dos Criadores de Jumento Pêga busca expandir a raça para Austrália, Índia e o continente africano. 

Nos leilões, liquidez é sempre muito alta, principalmente em remates de muares. No calendário nacional, o principal evento realiza-se simultaneamente à Exposição Nacional da raça, realizada anualmente no início de junho. "Um bom jumento, assim como um bom touro, é vendido de R$ 20 mil até R$ 200 mil", calculou  Umberto.

Doma
Fagundes afirma que, por ser usado mais para cruzamento que para trabalho, dá-se mais atenção a esse item para as proles do jumento. De qualquer forma, a partir de 30 meses (dois anos e meio), os animais já estão prontos para a doma, que dura cerca de seis meses. Com cerca de três anos, o animal está pronto pra lida.

Para fazer a seleção da raça, Umberto pede que os criadores levem em consideração as características do jumento pêga marchador e não exclusivamente em sua beleza. "Animais bonitos tem muitos, mas com genética de sela são poucos", pondera.

Pelagens do jumento pêga
Jumento pêga tordilho Ruana (alazão)
Baia
Tordilha (foto)
Ruça (albina)
Pampa

 

     
 
COMENTÁRIOS
1
mauricio jose fazzolari
mauricio jose fazzolari 
achei este animal maravilhoso. existe cobertura desta raça pra gente adquirir??
um abraço a todos
segunda-feira, 17 de outubro de 2011  Responder
Anderson Brito
Anderson Brito 
A agropecuária Ribalta do Senhor Ricardo Carvalho em Dourados, existe excelentes exemplares da raça Pega, não sei se comercializam coberturas.
sábado, 22 de outubro de 2011 
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