28 Sep 2016

Ainda apreensivos com os resultados nem tão animadores do mês de setembro, o mercado suinícola segue cauteloso e apreensivo quanto aos custos de produção para os próximos meses. Em São Paulo, a APCS/Bolsa de Suínos informou que as referências se mantiveram em  em R$4,11 a R$4,21/Kg. O mercado mineiro também optou por R$4,20. No Rio Grande do Sul definiu os mesmo R$3,92 o quilo do animal vivo. Já em Santa Catarina, o mercado sinalizou R$3,90 Kg/vivo, R$0,10 a mais que a última semana.

Minas Gerais

O valor de R$4,20 se estendeu no mercado suinícola até a última semana do mês, deixando os produtores ansiosos para uma melhora a partir de outubro. “No final do mês o poder aquisitivo do consumir fica menor por isso optamos pela estabilidade dos preços. Mas, o mercado aqui está firme’, garante o presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Antonio Ferraz. A três meses do final do ano, um ano complicado, Ferraz não esconde a preocupação com o aumento dos custos que em 2017, “mas, não vamos sofrer antes da hora”, sugere.

São Paulo

A Bolsa de Comercialização de Suínos de São Paulo definiu para o mercado paulista R$77 @ a R$79, R$4,11 a R$4,21/Kg. De acordo com a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), o setor continua bastante preocupado com o custo de produção. “Hoje um quilo do suínos está comprando apenas R$3,45 de farelo de soja. O ideal será adquirir pelo menos 5kg”, aponta Ferreira Júnior, presidente da associação, lembrando que na próxima semana haverá uma Audiência Pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).  “As lideranças do setor precisam exigir uma posição clara, por parte do Governo Federal, em relação as questões de abastecimento de grãos, redução da carga tributária e novos mecanismos no setor trabalhista”, sugere. “Esses três fatores são decisivos para que o produtor continue na atividade”, salienta.

Rio Grande do Sul

A pesquisa semanal da cotação do suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul, feita nesta segunda-feira (26/09), apresentou estabilidade no preço pago pelo quilo do suíno vivo ao produtor independente no Estado gaúcho, ficando em R$3,92. O valor da saca de 60 quilos do milho também manteve-se em R$42,00. O farelo de soja subiu para R$1.200,00 no pagamento à vista (anterior R$1.190,00) e para R$1.220,00 no pagamento com 30 dias de prazo (anterior R$1.200,00).  O preço médio do suíno agroindustrial (integrado) está em R$2,96. As agroindústrias e cooperativas apresentaram as seguintes cotações: Cotrel R$3,00; Cosuel/Dália Alimentos R$3,06; Cotrijuí R$2,95; Cooperativa Languiru R$2,90; Cooperativa Majestade R$2,90; Ouro do Sul R$3,20; Alibem R$2,90; BRF R$2,90; JBS R$2,90; e Pamplona R$2,90.

Historicamente, os preços da carne suína tendem a iniciar movimento de alta a partir de setembro, com o início da formação de estoques dos frigoríficos para as vendas de final de ano. Neste ano, porém, conforme pesquisadores do Cepea, a demanda interna enfraquecida tem impedido valorizações significativas, mesmo em um contexto de menor oferta.

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Fonte: Suinocultura Industrial