07 Oct 2016

“A realidade da escassez dos recursos hídricos é dever de toda a população. Caso não tenhamos pulso forte em revitalizar as nascentes degradadas, preservar e conservá-las, em um futuro próximo a população descendente dessa geração sofrerá as consequências da falta de acesso à água potável”, Adilson Pepino.

 

Em um debate com o governador do estado de Rondônia, Dr. Confúcio A. Moura, o consultor florestal Adilson Pepino teve a ideia de criar o projeto Beija-Flor. “Alertamos o governador sobre a importância do estado em assumir a responsabilidade de informar a população da área rural e urbana sobre a preservação e conservações dos recursos hídricos e também de revitalizar todas as nascentes degradadas do estado”.

O governador aprovou, e, com poucas palavras demonstrou a preocupação do governo com esse problema, que é mundial. Apesar de Rondônia ser um grande produtor desse recurso, o estado também vem diminuindo o volume de água potável com o decorrer dos anos. E terminou o discurso com a seguinte questão “Como iremos conseguir recursos para vitalizar as áreas degradadas?”.

Adilson então colaborou com o governo e criou o Projeto Beija-Flor, que em sua teoria traz resultados em curto prazo. “A partir desse momento passamos a analisar várias alternativas para o estado para equilibrar a produção de água potável para as gerações futuras e criamos o projeto”.

O projeto Beija-Flor

O programa recebeu o nome baseado na fábula do beija-flor. “Um dia, na floresta nativa inicia-se não se sabe de onde, um incêndio de grande proporção. A bicharada entrou em debandada a procura de refúgio para salvaram a própria vida. O único bicho que tentou controlar o fogo foi o beija-flor, que voava desesperadamente em direção ao rio. Ele enchia o bico com água e ia na direção do incêndio, derramando a pequena quantidade de água. O elefante, olhando aquele desespero do pequeno voador, gritou: “Beija-flor, deixe de ser louco, voe para bem longe, salve a tua vida. Você não irá conseguir apagar o incêndio”. Em seguida, o beija-flor responde: “Eu sei nobre colega que, provavelmente, não conseguirei apagar o incêndio, mas estou fazendo a minha parte”. Esse é o mesmo objetivo do projeto criado por Adilson Pepino: levar conhecimento e tecnologias de ponta à todos que possam interessar em revitalizar as nascentes e matas ciliares em suas propriedades, seja na área rural ou urbana.

“Acreditamos que a nossa geração e a única que terá tempo hábil para equilibrar os recursos hídricos. E se as depredações ambientais continuarem no ritmo acelerado em que está, as futuras gerações não conseguirão reverter o quadro”, comenta Adilson.

Outras informações sobre o projeto podem ser acessadas pelo facebook, bem como imagens de revitalização de nascentes e matas ciliares.

O consultor florestal

Adilson Pepino é consultora florestal com mais de 30 anos de experiências em cultivos de florestas plantadas com fins comerciais. É pesquisador fundador da espécie nativa mais cultivada do Brasil com fins comerciais no estado de Rondônia conhecida como Pinho Cuiabano, ou em outros estados como: Paricá. Também tem experiência em cultivos de Teca, Eucalipto, Pinus e Mogno Africano.

Modelo de revitalização de nascentes

“Atualmente cerca de 20% da população mundial não tem acesso a água potável. Outros fatores preocupantes tais como: Lago Poopó, Mar de Aral, Lago Razazah etc. Através destas noticias, ficamos sensibilizado com a situação caótica e ao mesmo tempo preocupado com o legado que iremos deixar para as futuras gerações. Chegamos ao bom senso de divulgar e alertar as pessoas menos assistidas dos problemas que todos iremos enfrentar em pouco tempo. Para divulgação deste tema, desenvolvemos um projeto exclusivamente voltado para esta finalidade, ou seja, produzir água o mais rápido possível”, afirma Adilson.

Leia o relato do profissional: Através dos anos, precisamente em 1988, passamos a perceber que estava acontecendo alguma anormalidade com os recursos hídricos no estado de Rondônia, então buscamos informações tecnológicas para implantações de espécies florestais, Madeiráveis e não Madeiráveis nativas ou exóticas em revitalizações de nascentes e matas ciliares.

Pesquisas eram iniciadas modestamente, devido à falta de conhecimento da época da repercussão que esta atividade teria no futuro. Foram dez anos de pesquisas, a partir de 1997, depois de vários experimentos que não surgiram o efeito desejado adotadas nas revitalizações, com os erros a cada modelo implantado, adquiriu-se informações técnicas para desenvolver um modelo de revitalização, com informações precisas que espécie a ser implantada e quantidades por espécies e outras informações que somam o sucesso do modelo, passamos a adotar em revitalizações de nascentes e matas ciliares.

Esse é o modelo que vem dando resultado, isso não quer dizer que este modelo de recuperação é o ideal, longe disso, todos os anos adquirimos novas informações que só vem a somar ao modelo atual. Visualizando a necessidade dos produtores rurais, pecuaristas e todas adilson-pepino-projeto-beija-flor-5as pessoas que estejam preocupadas com os recursos hídricos, em adquirir informações tecnológicas que seriam adotadas na revitalização das áreas de APPs degradadas.

Devido à dificuldade de acesso as metodologias que seriam adotadas nas revitalizações das nascentes e matas ciliares. Desenvolvemos um modelo de revitalização para nascentes ou mata ciliar, com implantação de dezesseis espécies de plantas no mínimo na área a ser revitalizada.

 

Fonte: Celulose Online