Clima afeta produção de algodão e Mato Grosso tem queda de 4%

26 Sep 2016

A falta de chuvas na fase de plantio do algodão afetou o desenvolvimento da cultura em alguns estados brasileiros. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2015/2016 colheu 3,2 milhões de toneladas, queda de 17% se comparada à safra anterior. O resultado refletiu no desempenho do segundo maior produtor nacional, a Bahia, que teve redução de 16% na área plantada e 43% na produção. Os números foram apresentados na reunião da Câmara Setorial do Algodão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Mato Grosso, líder na produção de algodão brasileiro, produziu 4% a menos em relação ao ano passado. Foram 2,2 milhões de toneladas ante 2,3 milhões de toneladas. “A estiagem prejudicou algumas lavouras que dependiam de água para se desenvolver. Chuvas fora de época também impactaram negativamente a qualidade do algodão. Uma vez que o capulho se abre, a pluma não pode pegar chuva”, explicou Alan Malinski, assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A maior perda foi no estado do Piauí, que sofreu com o clima e colheu apenas 7 mil toneladas nesta safra. Na safra anterior, havia colhido 50 mil toneladas, queda de 87%. A redução de área de 14 mil hectares para 6 mil hectares também influenciou o resultado. “Apesar do setor ter apresentado números ruins, a expectativa para a próxima safra é de crescimento da área plantada, pois os preços no mercado estarão melhores”, afirmou Alan Malinski.

Durante a reunião, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apresentou o Programa Standard Brasil HVI, que dará mais transparência e credibilidade às análises de comprimento, resistência e alongamento dos fios realizadas nos fardos de algodão produzidos no Brasil. O programa conta com 3 pilares: um laboratório que fará a rechecagem de 1% de todas as análises de HVI feitas no Brasil, um banco de dados das características intrínsecas e extrínsecas do algodão brasileiro e a orientação aos laboratórios de HVI.

Fonte: Portal do Agronegócio