Chineses visitam fazenda em Goiás

17 Feb 2017

Uma comitiva chinesa da província de Gansu visitou na quarta-feira (15) a Fazenda Ana Paula, em Nerópolis, para conhecer o sistema de pasto rotacionado, com controle de qualidade diferenciado para recria, além do trabalho de Integração-Lavoura-Pecuária (ILP).

A propriedade com 470 hectares, divididos em nove módulos, se destaca na produção de animais superiores para ganho de peso e hoje possui quase 4.200 cabeças de gado. A visita foi acompanhada pelo presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Maurício Veloso.

Após conhecer a propriedade, a delegação chinesa seguiu para o Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, para assinar o termo que reafirma a relação entre a província de Gansu e o Estado de Goiás. A comitiva foi recebida pelo vice-governador do estado, José Eliton, que assinou termo de compromisso com o presidente da Comissão Provincial, Feng Jianshen, e demais membros. O propósito da visita da comitiva chinesa a Goiás foi de estreitar relações e abrir novos mercados. Dede 2005, Goiás e China possuem laços comerciais

.A relação de colaboração técnica prevê intercâmbio cultural e capacitação de pessoas, além de desenvolver ações com foco no fortalecimento da economia, comércio, agricultura e pecuária.Referência O presidente da Comissão de Pecuária de Corte, Maurício Veloso, que organizou a visita, falou aos chineses sobre o papel da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) para o fortalecimento da agropecuária do estado. Para ele, a ocasião foi ideal para perpetrar novos laços. “A Faeg e o Senar Goiás tem como objetivo promover esse intercâmbio cultural e econômico para reforçar o crescimento da atividade.

O Senar tem papel extremamente importante com a parte de treinamento de pessoal, o que é importantíssimo para o bom funcionamento da propriedade”, destacou.O diretor geral da Comissão de Assuntos do Gabinete Internacional da Província de Gansu, Ma Aiwu, ficou impressionado com a visita e com o que foi apresentado. “A divisão e a otimização da pastagem são ideias muito boas. Os critérios de clima, solo e oferta de água favorecem a região. A maneira de trabalho também é muito interessante. Pretendemos dar continuidade a essa relação com o estado de Goiás. Temos muito o que aprender um com o outro. O mais importante é o resultado final da produção, ou seja, uma carne de excelente qualidade”, explicou.

Renovando parceira

De acordo com o secretário para Assuntos Internacionais de Goiás, Isanulfo Cordeiro, a China é hoje o maior importador de produtos brasileiros. “A economia está crescente, voltou a importar matéria prima do país. Isso é uma alavanca para Goiás, pois o estado se beneficia da exportação de agroalimentos. Nós estamos bem com a China e a aproximação é para fortalecer laços bilaterais de comércio, educação e cultural. Estamos aqui com os maiores dirigentes de Gansu para conhecer um modelo de pecuária moderna e com muita tecnológica. A visita marca um momento importante nas relações”, disse.

O secretário de Comércio Exterior, William O’Dwyer, destacou que cada visita é uma semente que está germinando para a colheita de bons frutos. “Essa visita da delegação de Gasu é resultado de uma parceria de anos com a China. Vieram os principais nomes da província e temos a certeza de que a relação entre Goiás e China é boa e crescente. Esperamos novos acordos e novas parcerias. O interesse deles em Goiás é muito grande. O governador, pretende retribuir a visita à China ainda este ano”, enfatizou. William O´Dwyer destacou ainda que o setor da agropecuária só tem a ganhar com a relação de estreitamento com a China. “Nossa força maior é a agropecuária. Com isso as importações de carne para a China foram sempre nosso grande produto. A China é o nosso principal parceiro internacional.

Com essa visita em loco, os chineses confirmaram a qualidade da nossa carne e conheceram a origem. Goiás poderá ser celeiro de exportação de produtos de qualidade para a China”, afirmou.

Fonte: Faeg