29 Aug 2016

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago fecharam o pregão da sexta-feira em baixa, com variações de até 8 pontos negativos. A semana também deixou um saldo líquido negativo, tanto para o contrato mais próximo, o de setembro, quanto para o de novembro (referencial para a nova safra dos EUA), ambos despencando em 37 pontos relativamente à sexta-feira anterior. O spread entre novembro/16 e maio/17 (referencial para a próxima safra brasileira e sul-americana) ficou em 5 pontos, desta vez em favor de maio. 

Os preços das commodities em geral estiveram pressionados durante o dia pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional de moedas (ver gráfico), em meio a especulações sobre a possibilidade de o Federal Reserve, o banco central dos EUA, retomar o aumento das taxas de juros ainda este ano. O mercado também se antecipou às estimativas finais da expedição de safra (crop tour) da ProFarmer, que percorreu os principais estados produtores americanos durante a semana. Os números divulgados após o pregão revelaram um potencial de safra americana recorde, de 111,4 milhões de toneladas, acima dos 110,5 milhões estimados oficialmente pelo USDA. A produtividade média nacional estimada é de 3.320 quilos por hectare ou o equivalente a mais de 55 sacas. A demanda, entretanto, continua firme, com vendas semanais americanas superando novamente as expectativas, o que limitou as perdas. 

No Brasil, o mercado de câmbio encerrou as negociações da sexta-feira com o dólar em forte alta, cotado a R$  3,271 na venda, 1,2% acima do dia anterior. O saldo líquido da semana também foi positivo, com valorização de 1,9%. 

No mercado físico interno de soja, os preços estiveram em geral de estáveis a mais fracos na sexta-feira. Na semana, o saldo líquido foi negativo, com o referencial do porto de Paranaguá mostrando o grão cotado a R$ 82,00 por saca (era de R$ 84,50 uma semana antes). 

Fonte: SojaNews