11 Jul 2016

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago reagiram na sexta-feira, depois das fortes quedas nos dias anteriores, fechando com valorização de até 35 pontos sobre o dia anterior e perto das máximas do dia. A semana, porém, ainda deixou um saldo líquido bastante negativo, com o contrato mais próximo perdendo 79 pontos sobre a sexta-feira anterior e o de novembro (referencial para a nova safra dos EUA) despencando em 80 pontos. O spread entre julho e novembro ficou em 32 pontos em favor de julho (era de 31 uma semana antes). 

O mercado voltou a ser influenciado pelo clima, só que desta vez por previsões de volta de tempo mais quente e seco no Meio-Oeste dos EUA na segunda metade de julho, podendo provocar estresse para as lavouras. Boas vendas semanais dos EUA para exportação também deram uma contribuição positiva. O mercado financeiro e do petróleo igualmente ajudou e um movimento de correção técnica também influenciou o mercado, após a queda de quase 10% nos preços da soja nos últimos quatro pregões de Chicago. Nesta segunda-feira o mercado estará na expectativa do relatório do USDA a ser divulgado nesta terça, com novas estimativas da safra americana e projeções de oferta, demanda e estoques. 

No Brasil, o mercado de câmbio encerrou as negociações da sexta-feira com o dólar despencando em 2,1%, cotado a R$ 3,296 na venda. O saldo líquido da semana, porém, ainda foi de valorização, de 1,9%. 

No mercado físico interno de soja, os preços estiveram nos dois lados, a depender da região, com a alta em Chicago sendo em parte neutralizada pela queda do dólar. Na semana, porém, o saldo líquido ainda foi de recuo, com o referencial do porto de Paranaguá mostrando o grão cotado a R$ 89,00 por saca na sexta-feira (era de R$ 93,50 uma semana antes). 

Fonte: SojaNews