Mudar região - quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Postado em: 21/12/2016 00:00:00
Fonte: IBGE
Editoria: Economia

Agropecuária representa mais da metade do PIB em 1135 municípios

Agropecuária representa mais da metade do PIB em 1135 municípios

Excluindo a atividade de administração pública, a agropecuária respondia por mais da metade das economias em 1.135 dos 5.570 municípios brasileiros (20,4%) em 2014, 210 deles no Rio Grande do Sul e 144 no Paraná, o que indica a importância dessa atividade econômica no território nacional. No mesmo ano, 652 municípios (11,7%) respondiam por metade do valor adicionado (VA) da agropecuária no país. O maior era em São Desidério (BA), R$ 1,7 bilhão. O valor adicionado (VA) é a contribuição ao produto interno bruto pelas diversas atividades econômicas, obtida pela diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário absorvido por essas atividades. É o que mostra a publicação Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2010-2014, que, pela primeira vez, divulga os três principais segmentos econômicos em cada município.

A publicação mostra que a indústria ainda é bastante concentrada no Brasil, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Quinze municípios brasileiros concentravam cerca de 25% do valor adicionado bruto do setor e 17,5% da população brasileira. Por outro lado, 3.012 municípios respondiam por 1,0% do VA da indústria. São Paulo (SP) permanece como o maior polo industrial do país, respondendo por 5,6% do VA da atividade, embora tenha perdido participação desde 2010 (6,4%).

A capital paulista também concentrava o maior VA dos serviços (excluindo-se a administração pública) em 2014 (15,1%), seguido por Rio de Janeiro (5,8%) e Brasília (3,1%). Em 2010, as participações eram de 16,5%, 6,2% e 3,4%, respectivamente, o que mostra também ter havido um movimento de desconcentração dessa atividade entre os municípios. Em 2014, 35 municípios (0,6%), entre eles 18 capitais, concentravam metade do VA dos serviços no Brasil, ao passo que 2.110 municípios (37,9%) respondiam por 1,0% do setor. Em 2014, 2.298 municípios (41,3%) tinham mais de 1/3 de sua economia dependente da atividade de administração, saúde e educação públicas e seguridade social, a maior parte nas regiões Norte e Nordeste.

Houve uma leve desconcentração da renda gerada entre 2010 e 2014. No último ano, 62 municípios respondiam por metade do PIB nacional, enquanto, em 2010, eram 52. Sete municípios (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre) respondiam por 25% em 2014 (em 2010, eram seis). Entre os municípios com maior PIB, Porto Alegre ultrapassou Campos dos Goytacazes (RJ), que ocupava a sétima posição em 2013. Ainda em 2014, os 557 municípios com os maiores PIB geraram 97,3 vezes mais renda que os 3.342 menores.

Enquanto 652 municípios agregavam metade da agropecuária brasileira, na indústria são 76

Se, por um lado, a agropecuária era a atividade econômica mais pulverizada no país em 2014, a indústria era a mais concentrada. Naquele ano, 168 municípios agregavam aproximadamente 25,0% do VA da agropecuária do Brasil e 652 somavam metade do VA do setor. No lado oposto, 829 municípios agregavam 1,0% do VA do setor. São Desidério (BA) era o principal, respondendo por 0,7% do VA da agropecuária brasileira. Em seguida, vinham Rio Verde (GO), Sorriso (MT) e Formosa do Rio Preto (BA), cada um deles com 0,4%.

Por outro lado, em relação à indústria, apenas 15 municípios concentravam aproximadamente 25% do VA do setor e com 76 municípios chegava-se à metade do VA da atividade. No mesmo ano, 3.012 municípios respondiam por 1,0%.

São Paulo (SP) manteve-se como o principal polo industrial do país, com participação de 5,6% no VA nacional em 2014. A segunda posição foi ocupada pelo Rio de Janeiro (RJ), com 3,4%, seguindo por Campos dos Goytacazes (RJ), com 3,2%. Manaus (AM), onde está localizado o parque industrial do estado, gerou 1,8% do valor adicionado bruto nacional. Desde 2010, esses municípios se mantêm como os quatro maiores industriais, com alternância nas posições de Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro.

Três municípios respondem por 25% do setor de serviços no Brasil

Em 2014, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF) agregavam 25,0% do VA dos serviços (excluindo-se a administração pública) no Brasil, respondendo por 15,1%, 5,8% e 3,1%, respectivamente. Com 35 municípios, chegava-se à metade do VA dos serviços, sendo que 18 deles eram capitais. No mesmo ano, 2.110 municípios respondiam por 1,0% do VA dos serviços. A geração do VA dos serviços nas capitais totalizava 39,5% em 2014.

O valor adicionado bruto da administração, saúde e educação públicas e seguridade social era mais concentrado do que o da agropecuária, mas menos agregado quando comparado ao da indústria e ao do total dos serviços. Dos 5.570 municípios, 2.298 (41,3%) tinham mais do que 1/3 da sua economia dependente dessa atividade.

Os municípios com grande dependência da máquina administrativa estavam localizados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os municípios que apresentaram alta participação dessa atividade em relação ao PIB, em 2014, foram Uiramutã (RR), com 84,5%; São Bento do Trairi (RN), com 75,0%; e Areia de Baraúnas (PB), com 74,6%. A atividade registrou peso superior a 50% em quase todos os municípios de Roraima, com exceção de Rorainópolis (49,9%) e da capital, Boa Vista (36,1%).

Considerando-se as capitais, o peso da atividade foi inferior ao nacional em 15 delas. As capitais com os menores pesos foram São Paulo (SP), com 6,0%; Vitória (ES), com 7,1%; e Curitiba (PR), com 9,4%.

 

Com leve desconcentração em relação a 2010, 62 municípios geravam metade da renda nacional em 2014

Em 2014, a renda gerada pelos sete maiores municípios em relação ao PIB correspondeu a aproximadamente 25,0% de toda a geração de renda do país. Esses municípios representavam 14,3% da população. Agregando a renda de 62 municípios, chegava-se, aproximadamente, a metade do PIB nacional e 32,8% da população. Por outro lado, 1.379 municípios respondiam por cerca de 1,0% do PIB e concentraram 3,3% da população. Nesta faixa, estavam 73,2% dos municípios do Piauí, 59,6% dos municípios da Paraíba, 51,8% dos municípios do Tocantins e 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte.

Em relação a 2010, houve uma leve desconcentração, uma vez que, naquele ano 52 municípios respondiam por metade da renda gerada no Brasil. Na ponta oposta, 1.424 municípios respondiam por 1% do PIB.

Excluindo-se os municípios das capitais, nove geraram, individualmente, mais de 0,5% do PIB em 2014, agregando 7,3% da renda do país. Com exceção de Campos dos Goytacazes (RJ), que gerava 1,0%, todos os demais eram paulistas e com grande integração entre a indústria e os serviços: Osasco e Campinas (gerando 1,0% cada), Guarulhos (0,9%), São Bernardo do Campo e Barueri (0,8% cada), Jundiaí e Sorocaba (0,6% cada) e São José dos Campos (0,5%).

 

Em relação ao ano anterior, a localidade que mais avançou foi Brasília, 0,12 ponto percentual (p.p.), ganho relacionado à atividade serviços. O Rio de Janeiro (RJ) perdeu 0,14 p.p., em função do comércio. O recuo de 0,13 p.p. em Curitiba (PR) é justificado pelo decréscimo na maioria das atividades do setor de serviços.

Em 2014, a média dos 557 municípios com maior PIB gerou 97,3 vezes mais renda que a média dos 3.342 dos municípios com menor renda.

Concentração econômica das capitais em relação ao país e à unidade da federação

Em relação à participação das capitais na economia brasileira em 2014, enquanto São Paulo (SP) estava na primeira posição em termos de contribuição ao PIB, Palmas (TO) ocupava o último lugar. Florianópolis (SC) era a única capital que não ocupava a primeira posição em seu estado, onde o maior município em toda série, de 2002 a 2014, foi Joinville.

Os movimentos entre as capitais foram sempre suaves em toda a série. Em relação a 2013, houve ganho de posição de Fortaleza (CE) em relação a Salvador (BA), de Campo Grande (MS) em relação a Vitória (ES), de Cuiába (MT) em relação a Natal (RN) e de Teresina (PI) em relação a João Pessoa (PB) e Florianópolis (SC).

Em 2014, a participação relativa das capitais na composição do PIB foi 33,0%, igual à de 2013. Em 2010, as capitais participavam com 34,4%. Essa tendência de queda na participação econômica das capitais em relação à economia do país ocorreu principalmente em função da região Sudeste, especialmente São Paulo.

Há, ainda, uma dependência dos estados das regiões Norte e Nordeste de suas respectivas capitais. Santa Catarina era o estado mais autônomo, uma vez que Florianópolis contribuiu para a economia estadual com 7,1%. O Amazonas era o mais dependente, já que Manaus contribuiu com 78,0% do PIB do estado.

Presidente Kennedy (ES) se mantém com o maior PIB per capita nacional

Em 2014, o município com maior PIB per capita foi Presidente Kennedy (ES), com R$ 815,1 mil, cuja economia é baseada na produção de petróleo. O menor valor foi em Mansidão (BA), com R$ 3,1 mil. Este município sustentava-se pela transferência de recursos federais, uma vez que a administração pública participou com 57,0% do valor adicionado bruto total. A economia é voltada para agricultura de subsistência, com cultivo de feijão, mandioca, milho.

Mais de 30% dos municípios dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram PIB per capita superior ao nacional em 2014 (R$ 28,5 mil), enquanto que nenhum município do Acre, Roraima, Amapá e Alagoas apresentou essa característica.

Em 2014, 13 capitais brasileiras possuíam PIB per capita maior do que o nacional. Em toda a série, até 2013, Vitória (ES) tinha o PIB per capita mais alto entre as capitais. Em 2014, a capital capixaba, com R$ 66,4 mil, foi ultrapassada por Brasília, com R$ 69,2 mil, o que correspondia a aproximadamente 2,4 vezes o PIB per capita brasileiro. No lado oposto, Maceió (AL) foi o menor PIB per capita, entre as capitais, em 2014 (R$ 18,2 mil).

O PIB per capita dos 557 municípios de menor PIB per capita (10,0%) foi inferior a R$ 6,0 mil. Entre esses municípios, estavam 49,3% dos municípios do Maranhão, 46,9% do Piauí e 32,6% da Bahia. Já os 10,0% municípios com os maiores PIB per capita apresentaram um valor 5,1 vezes maior do que o PIB per capita dos 60,0% dos municípios com os menores PIB per capita.

     
 
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