09 Dec 2016

Os 15 principais produtos do agronegócio representaram 38% do total exportado pelo Brasil nos primeiros onze meses do ano. Os destaques em valor de vendas foram: soja em grãos (12%), açúcar em bruto (4%) e carne de frango (3%). 

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a soja em grãos teve uma diminuição de 8% em suas exportações, a carne de frango de 5%, enquanto o açúcar em bruto demonstrou aumento de 40%. 

As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgadas na semana passada.  De acordo com os números, nos onze primeiros meses de 2016, houve queda de 3% nas exportações do país, comparadas ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 169 bilhões. 

Assim como as exportações, as importações registraram queda de 22%, alcançando  US$ 126 bilhões. Esses resultados possibilitaram superávit comercial de US$ 43,28 bilhões ao Brasil. 

Apesar das quedas registradas no acumulado do ano, se for destacado apenas o mês de novembro, houve evolução expressiva com relação ao mesmo mês de 2015. O valor das exportações aumentou 17% e o das importações retraiu 9%.

Esse cenário, de forte crescimento das exportações e queda nas importações, contribuiu para aumentar o saldo comercial, que foi de US$ 4,7 bilhões.

Destino das exportações - As vendas externas do Brasil diminuíram para a maioria dos blocos econômicos. Houve queda para América Central e Caribe (-19%), Mercosul (-9%), África (-8%), Estados Unidos (-5%), Ásia (-2%) e União Europeia (-2%). E aumento de exportações para a Oceania (12%) e para o Oriente Médio (3%).

Como demonstra o gráfico abaixo, 33,9% das exportações brasileiras tiveram a Ásia como destino, 21,6% a Europa, 16,1% a América do Sul e 15,6% da América do Norte.

Fonte: MDIC; Elaboração: SRI/CNA

O milho está entre os produtos do agronegócio com maior variação nas vendas externas entre janeiro e novembro. No período, as exportações caíram 11%. Apesar da queda, o milho representou 2,1% das exportações totais brasileiras nos onze meses do ano.  

 

Em 2016, o Brasil foi afetado por condições climáticas que provocaram quebra significativa na safra do cereal. Isso fez com que a cotação alcançasse altos patamares no mercado interno, afetando as exportações.

Fonte: CNA