Mudar região - quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Postado em: 29/09/2016 00:00:00
Fonte: Juliana Chini | Rural Centro

Carne bovina brasileira: qualidade para consumir e exportar

Carne bovina brasileira: qualidade para consumir e exportar

Recentemente, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, anunciou um acordo comercial do Brasil com a Malásia e o Vietnã para exportar carnes bovinas, suínas e de frango para estes países. Por outro lado, a China anunciou a suspensão parcial do embargo sobre alguns produtos americanos à base de carne bovina e se tornou nosso principal parceiro comercial de carne vermelha desde junho de 2015, quando os embarques de carne bovina in natura brasileira foram retomados. No país, temos 16 plantas autorizadas a exportar e 40 já credenciadas pelo Ministério da Agricultura aguardam aprovação da China. Desta forma, os chineses já consomem 32% da carne bovina comercializada pelo Brasil.

Até o final do ano, o Brasil pode receber mais 15 missões veterinárias de vários países, como Chile, Cuba e Bolívia (já confirmados). O objetivo destas delegações é avaliar o serviço de inspeção federal e os controles de forma a autorizar/revalidar ou não, novas/antigas habilitações à exportação de produtos brasileiros de origem animal.

Do lado da oferta, a Austrália, grande produtora de carne por volume e qualidade, enfrentou recentemente um período forte de seca que reduziu sua oferta e possibilitou ao Brasil uma oportunidade de conquistar novos mercados.

A também recente abertura do mercado dos EUA para a carne bovina brasileira significou o reconhecimento dos esforços realizados para aprimorar a qualidade da nossa carne. Existem 14 estados brasileiros aptos a exportar carne para os EUA, sendo 25% da produção concentrada no Mato Grosso. Se o mercado americano é referência para muitos países e eles estão mais receptivos a nossa carne, a possibilidade de conquistarmos outros mercados exigentes aumenta.

A tendência é que o setor invista cada vez mais em tecnologia, sanidade e garantia de qualidade da carne. Para ser mais competitiva, não basta apenas investir em quantidade, em produzir volumes de um produto commodity, mas agregar valor e diferenciar. Assim, cada vez mais, a pecuária brasileira que investe em genética, manejo, nutrição e sustentabilidade se torna protagonista no mercado mundial.

E o que muda para nós, consumidores?

Quanto mais se investe em carne de qualidade, melhor para nós. É evidente que não apenas o mercado externo deve ser responsável por tal demanda, como os consumidores brasileiros devem também exigi-la! Mas a boa notícia é que há uma movimentação forte do setor em produzir uma carne melhor! A cada dia, novas marcas entram no mercado, o varejo (supermercados, restaurantes) também mais, a indústria, que produz em escala, procura melhorias de processo, e o pecuarista investe em aprimorar seu modo de produção.

 

Autora: Juliana Chini
Cofundadora do Blog da Carne
Mestre em Gestão Internacional (ESPM)
Engenheira Agrônoma (UNESP)

     
 
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